Entenda como realizar uma moldagem odontológica
Conheça as vantagens e desvantagens dos materiais usados na moldagem odontológica e veja como fazer o procedimento!
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

A moldagem odontológica é um procedimento que tem por objetivo fazer um modelo da arcada dentária do paciente. Esse molde será usado para o planejamento de diversos tratamentos, como implantes, cuidados ortodônticos e para a confecção de próteses, aparelhos dentários ortodônticos, entre outros. Apesar de ser um procedimento indolor, pode causar um grande desconforto, especialmente para os pacientes mais sensíveis, o que exige uma atenção mais cuidadosa do dentista.

Uma boa moldagem requer um bom conhecimento da técnica de manuseio dos materiais utilizados — é preciso alcançar uma textura adequada da massa de moldagem — e também das moldeiras que serão utilizadas. Há peças prontas de vários tamanhos e outras personalizadas, que se adaptam à boca de pacientes de diferentes idades e características físicas.

Neste artigo vamos falar sobre como fazer uma moldagem odontológica, explicando os tipos de moldagem, os materiais odontológicos usados, as vantagens e desvantagens de cada um. Boa leitura!

Tipos de moldagem odontológica

Há dois tipos de moldagem odontológica, o digital e o tradicional. Não há consenso sobre qual deles é o melhor, no entanto, há situações em que a indicação de um ou outro método pode ser mais adequada para o caso clínico, ou mesmo para a estrutura do consultório, em relação ao custo-benefício tanto para o dentista quanto para o paciente.

Moldagem odontológica digital

Nesse método é utilizado um scanner odontológico para fazer a moldagem da boca do paciente por meio de um aparelho intraoral que envia as imagens diretamente para o computador. Em seguida, é feita a impressão do molde em uma impressora 3D. A moldagem odontológica digital é mais rápida e menos desconfortável para o paciente, tendo como principais vantagens a agilidade e uma maior precisão do modelo, permitindo próteses mais similares à dentição natural.

É uma técnica que também facilita o planejamento dos tratamentos ortodônticos, pois é possível prever digitalmente as movimentações necessárias em cada etapa do processo, especialmente no uso de aparelhos transparentes móveis, produzidos como moldeiras. É um modelo mais caro, mas de alta precisão, devido ao uso de tecnologia de ponta.

Moldagem odontológica tradicional

É a mais usada nos consultórios, feita manualmente com o manuseio de materiais de moldagem que precisam ser bem preparados e aplicados corretamente para se conseguir fazer o molde o mais fiel possível. Na moldagem tradicional, o material utilizado deve entrar nos sulcos dentários para fazer uma reprodução exata dos dentes, do osso basal, dos tecidos vizinhos e das ausências dentárias. Com isso, é possível fazer um planejamento adequado do tratamento e confeccionar próteses mais personalizadas.

Materiais usados na moldagem odontológica

São três os materiais de moldagem mais utilizados: alginato, godiva e silicone. Todos eles permitem fazer uma boa moldagem, mas trazem particularidades que podem ser vantajosas ou não para o seu consultório. Conheça melhor cada um deles.

Alginato

O alginato é um material de menor custo e de fácil manipulação. Permite uma boa fidelidade de cópia da arcada e demais tecidos, oferecendo menos deformações dos tecidos de revestimento. Apesar da facilidade de manuseio, é um material que requer alguns cuidados, pois é muito fluido, o que dificulta o afastamento dos tecidos moles. Isso exige uma maior precisão da consistência para conseguir o resultado esperado.

Além disso, o alginato sofre compressão pela moldeira. Com isso, é preciso que o vazamento seja feito imediatamente, pois ele não tem estabilidade e, por esse motivo, ele acaba absorvendo ou perdendo umidade rapidamente.

Godiva

A godiva é feita a base de resinas termoplásticas, o que traz vantagens como a possibilidade de remover a moldeira a todo instante para verificar o processo de moldagem e permitir correções. Tem um ótimo desempenho no afastamento dos tecidos moles, permitindo um molde mais preciso, além de se adaptar a várias moldeiras diferentes.

Esse material tem um manuseio mais difícil, pois exige o uso de um equipamento chamado plastificador de godiva — que pode elevar o custo — necessário para manter a água na temperatura entre 55ºC e 60ºC. É mais denso, rígido e pesado, o que pode provocar um afastamento maior que o desejado dos tecidos circundantes.

Silicone

Material elástico e não aquoso, a moldagem de silicone é mais indicada em grandes alterações ósseas. Sua elasticidade reduz as distorções a quase zero, tendo uma excelente estabilidade, permitindo cópias muito fiéis da arcada e dos tecidos. É um material de custo mais elevado e sua manipulação deve ser feita sem luvas de látex, pois o enxofre presente nas luvas inibe a polimerização. O silicone tem menor flexibilidade, o que dificulta sua retirada da boca do paciente.

Moldeiras

A escolha da moldeira adequada para o arco do paciente e para o material de moldagem que será utilizado é essencial para a obtenção de um molde mais preciso. Há dois tipos de moldeiras mais usadas:

  • moldeiras de estoque — vendidas em tamanhos padrões, geralmente feitas em metal, podendo ser lisas ou perfuradas. São mais indicadas para restaurações de dentes unitários, pois podem oferecer maior distorção em pacientes com mais dentes faltantes, por não serem personalizadas;
  • moldeiras individuais — garantem mais precisão ao molde porque são confeccionadas de forma personalizada para cada paciente, fazendo um modelo mais preciso da arcada e dos tecidos vizinhos.

Como fazer uma moldagem odontológica

O primeiro passo é testar a moldeira mais adequada para a boca do paciente, se for usada uma moldeira de estoque, observando o modelo indicado para o material de moldagem a ser utilizado. Em seguida, é preciso preparar o material de acordo com as especificações do fabricante, observando com cuidado o tempo necessário de manipulação do material para se obter uma mistura homogênea, evitando a formação de bolhas e grumos que possam comprometer o molde e exigir uma nova moldagem.

A moldeira inferior deve entrar com alguma folga — as mais altas facilitam esse processo e impedem a interferência da língua. Devem chegar à região posterior e à altura do fundo de saco para um molde mais preciso. Ao fazer a moldagem da arcada superior, peça ao paciente para inclinar a cabeça para frente, a fim de evitar que o material de moldagem escorra para a garganta e provoque ânsia de vômito.

Preparando o paciente

Apesar de ser um procedimento muito simples, alguns pacientes podem se sentir sufocados e apresentar enjoos durante a moldagem. Abaixo, seguem algumas dicas para tornar o processo mais confortável:

  • recomende que o paciente esteja em jejum de, ao menos, uma hora antes do procedimento, especialmente se ele tiver problemas de refluxo gástrico. Isso inibe os enjoos;
  • explique como será feito o procedimento, simulando o ato antes de iniciá-lo e observando a respiração e tensão muscular do paciente para corrigi-las e evitar a necessidade de remodelagem;
  • oriente o paciente a respirar apenas pelo nariz durante a moldagem e a não tentar engolir a saliva. Explique que ele pode deixar a saliva escorrer, já que está usando um babador;
  • converse com o paciente se ele demonstrar ansiedade, dizendo a ele para manter o foco na respiração, que o procedimento é rápido e indolor.

A moldagem odontológica é um procedimento essencial para muitos tratamentos e com um bom conhecimento da técnica é possível fazer moldes cada vez mais precisos, facilitando o planejamento e a produção das próteses e aparelhos ortodônticos.

Gostou do nosso artigo? Tem outras sugestões para tornar o processo de moldagem mais eficiente e tranquilo para o paciente? Deixe seu comentário!

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
renan noble

renan noble

postagens recentes

Deixe uma resposta

×