Técnicas em Reabilitação Oral: Restaurando Sorrisos e Transformando Vidas
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A reabilitação oral trabalha com um conceito multidisciplinar objetivando restabelecer funções como: estética, fonética e mastigatória dos pacientes. Com o avanço das técnicas e materiais odontológicos, os profissionais têm à disposição uma ampla variedade de opções para realizar procedimentos de forma eficaz e personalizada.

Neste artigo, exploraremos algumas das técnicas mais utilizadas em reabilitação oral, destacando seus benefícios e aplicabilidade. Continue a leitura e descubra como essas técnicas podem ajudar a restaurar sorrisos e transformar vidas.

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Entendendo a reabilitação oral

A reabilitação oral é uma abordagem terapêutica que visa restabelecer a saúde bucal e a função mastigatória do paciente, especialmente em situações de perda ou comprometimento significativo dos dentes, gengivas ou outras estruturas da cavidade oral. Seu objetivo primordial é a reconstrução estética e funcional do sistema estomatognático, abrangendo a boca, os dentes, as articulações temporomandibulares (ATM) e os músculos da mastigação.

É um tratamento complexo que pode requerer diversas etapas e procedimentos, os quais são personalizados de acordo com a condição clínica do paciente. Entre os tratamentos comuns incluídos nessa abordagem estão os implantes dentários, coroas e próteses para a reposição de dentes ausentes ou danificados, tratamentos periodontais destinados a cuidar da saúde gengival, procedimentos endodônticos (tratamento de canal) para restaurar dentes afetados por infecções e ajustes na oclusão para corrigir problemas relacionados à mordida.

Por meio da reabilitação oral, os pacientes podem recuperar a função mastigatória adequada, a estética e a saúde bucal, melhorando significativamente a qualidade de vida e restituindo a confiança na aparência e funcionalidade da boca. 

Técnicas de reabilitação oral

  1. Implantes Dentários: uma solução duradoura e eficaz para substituir dentes ausentes. Essa técnica consiste na inserção de implantes de titânio no osso maxilar ou mandibular, criando uma base sólida para a fixação de próteses dentárias. Os implantes oferecem uma estética natural, melhoram a função mastigatória e promovem a preservação óssea.
  1. Próteses Fixas: são utilizadas para substituir múltiplos dentes ausentes ou restaurar dentes comprometidos. Elas podem ser fixadas sobre implantes ou dentes naturais, proporcionando um sorriso completo e funcional. As próteses fixas oferecem uma ótima estética e conforto, permitindo que os pacientes desfrutem de uma mastigação eficiente e confiança ao sorrir.
  1. Coroas e Pontes Dentárias: as coroas dentárias são utilizadas para proteger e fortalecer dentes danificados ou enfraquecidos. Elas são feitas sob medida para se encaixarem perfeitamente sobre os dentes, restaurando sua forma, função e aparência estética. Já as pontes dentárias são usadas para substituir um ou mais dentes ausentes, utilizando os dentes adjacentes como suporte.
  1. Facetas de Porcelana: as facetas, um pouco mais grossas que as lentes de contato e envolve o preparo do dente (desgaste), são lâminas colocadas sobre a superfície frontal dos dentes, corrigindo imperfeições estéticas, como manchas, descolorações, espaçamentos e formatos irregulares. Essa técnica proporciona um sorriso natural e harmonioso.
  1. Lentes de Contato Dental: extremamente mais finas que as facetas e exige pouco ou nenhum preparo no dente (desgaste dental). Elas são ideais para corrigir pequenas imperfeições, conferindo um sorriso perfeito e radiante.
  1. Odontologia Digital: a tecnologia digital revolucionou a odontologia, tornando os procedimentos de reabilitação oral mais precisos e eficientes. Com a utilização de scanners intraorais, CAD/CAM e impressão 3D, é possível realizar um planejamento digital detalhado e produzir restaurações personalizadas com alta precisão, garantindo resultados estéticos e funcionais superiores.

 Quando a reabilitação oral é necessária

  • Perda de dentes: denominada perda dentária, pode ocorrer devido a diversas causas, como cáries, doenças periodontais, trauma ou outros motivos. Nesses casos, os implantes dentários, frequentemente utilizados em reabilitações orais, são fixações de titânio que são cirurgicamente inseridas no osso maxilar ou mandibular, proporcionando uma base estável para a colocação de próteses dentárias, que podem ser fixas ou removíveis. 
  • Desgastes: dentes fraturados, quebrados, desgastados ou com restaurações antigas danificadas também precisam de tratamentos como coroas ou restaurações para restabelecer sua forma e função adequadas.
  • Problemas na oclusão (mordida): também conhecidos como desordens oclusais, referem-se a alterações na relação de encaixe dos dentes superiores e inferiores, como mordida aberta, mordida cruzada ou sobremordida excessiva. Para esses casos, a reabilitação oral é recomendada como uma abordagem terapêutica, a fim de corrigir essas disfunções oclusais e restabelecer a estabilidade da mordida.
  • Desgaste excessivo dos dentes: conhecido como abrasão dental, é frequentemente associado ao bruxismo (ranger de dentes) e hábitos parafuncionais, como apertamento dental. Essas atividades podem levar à perda progressiva do esmalte dentário, expondo a dentina subjacente e, em casos mais avançados, chegando até a polpa dental.
  • Doenças periodontais avançadas: caracterizadas por processos inflamatórios crônicos que afetam os tecidos de suporte dos dentes, podem ocasionar significativa perda óssea e retração gengival. Nesses casos, a intervenção odontológica torna-se amplamente necessária para reparar os danos causados. O tratamento pode incluir procedimentos de raspagem e alisamento radicular, cirurgias periodontais e possivelmente enxertos ósseos para regenerar o tecido ósseo perdido. 
  • Dificuldades na fala: muitas vezes associadas a problemas na articulação dos lábios e língua, podem ser tratadas com a reabilitação oral. Essa abordagem tem como objetivo restabelecer a função adequada da cavidade bucal por meio de tratamentos que visam corrigir a oclusão e o alinhamento dos dentes, permitindo uma melhor articulação dos sons da emitidos.

Fatores psicológicos e as influências ambientais

Quando pensamos em saúde bucal, geralmente nos concentramos nos cuidados com a higiene oral e visitas regulares ao dentista. No entanto, é importante reconhecer que questões psicológicas e ambientais também desempenham um papel significativo na saúde bucal. Veja como esses fatores podem afetar a saúde bucal e a importância de se fazer uma abordagem holística para cuidar do sorriso, de dentro para fora.

 I. Fatores Psicológicos

Estresse: o estresse crônico pode afetar negativamente a saúde bucal, aumentando a probabilidade de problemas como bruxismo, gengivite e cáries. Além disso, o estresse pode levar a hábitos prejudiciais, como morder as unhas ou roer objetos, que podem danificar os dentes e tecidos bucais.

Ansiedade e depressão: transtornos de saúde mental, como ansiedade e depressão, também podem causar impactos na saúde bucal. Indivíduos com ansiedade podem apresentar maior propensão a doenças periodontais devido a uma resposta imunológica comprometida. Já a depressão pode levar à negligência dos cuidados bucais básicos, como escovação e uso do fio dental.

Hábitos alimentares e emocionais: a relação entre as emoções e a alimentação também possui um implicação significativa na saúde bucal. O consumo excessivo de alimentos açucarados e altamente processados, como forma de lidar com emoções negativas, pode levar ao desenvolvimento de cáries e outros problemas dentários.

II. Fatores Ambientais

Acesso a serviços odontológicos: a disponibilidade e a acessibilidade aos serviços odontológicos podem afetar diretamente os cuidados com a saúde bucal. Populações com acesso limitado a clínicas odontológicas ou recursos financeiros restritos podem enfrentar dificuldades em buscar tratamentos preventivos e corretivos, resultando em problemas dentários não tratados.

Conhecimento e educação: a falta de conscientização e educação sobre a importância dos cuidados bucais pode levar à negligência dos hábitos de higiene oral adequados. Campanhas educacionais e programas de conscientização são essenciais para promover a importância dos cuidados bucais na prevenção de doenças dentárias.

Condições socioeconômicas: pessoas que vivem em áreas com baixo nível socioeconômico podem enfrentar desafios financeiros para adquirir produtos de higiene bucal adequados ou acessar serviços odontológicos regulares. Isso pode resultar em maior prevalência de doenças bucais.

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Tendo em vista a importância da reabilitação oral e como os cuidados com a saúde bucal são influenciados por fatores psicológicos e ambientais, é sempre fundamental oferecer aos seus pacientes o que há de mais inovador e eficiente no campo odontológico.

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