Tecnologia 3D na odontologia: como começar a usar em sua clínica?
Muitos profissionais ficam sem saber como começar a utilizar a tecnologia 3D em sua clínica. A boa notícia é que levantamos algumas dicas que podem te ajudar nesse sentido. Descubra neste post sobre o tema. Vamos lá?
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A tecnologia 3D chegou para revolucionar muitos mercados — e, como você já deve ter percebido, a realidade não é diferente no caso da odontologia. Como traz uma percepção de profundidade antes desconhecida, ela ajuda muito em diagnósticos, planejamentos e até mesmo desenvolvimento de materiais.

Ainda assim, muitos profissionais ficam sem saber como começar a utilizar todas essas facilidades em sua clínica. Nada mais natural, já que o assunto é relativamente novo. Pensando nisso, criamos um post completo sobre o que considerar nesse momento crucial para o seu negócio.

Se você quer entender o que considerar para adotar essa tecnologia no seu consultório, então não deixe de ler este artigo até o final. Vamos lá?

1.

Faça um bom planejamento

O primeiro passo para adotar uma tecnologia 3D com sucesso é o planejamento. Ele é determinante para saber o quanto deve investir e quais são os principais materiais/equipamentos. Isso porque tudo é feito considerando o tipo de resultados e faturamento que pode acontecer em retorno.

Esse aspecto já foi destacado pelo Dr. Hugo Vidotti, doutor em Ciências Odontológicas Aplicadas (Área de Concentração Reabilitação Oral) pela Faculdade de Odontologia de Bauru — Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, “a pessoa tem que se questionar dentro do contexto financeiro da clínica ou laboratório o que seria realmente viável e traria um retorno do investimento mais curto para ingressar nesse universo”.

O profissional deve começar investindo em 3 processos: captação com scanner, manipulação e a criação de objetos. Ainda assim, é bom deixar claro que as necessidades de um dentista podem ser diferentes das necessidades de um Técnico de Prótese Dental (TPD).


2.

Capacite-se

Obter o conhecimento necessário para executar esse tipo de serviço é outra vertente importantíssima (e que deve englobar as 3 etapas do processo que compartilhamos acima). O profissional, por exemplo, precisa investir em conhecimentos básicos de computação, pois vai lidar com isso de forma direta.

Outro ponto importante é a capacitação para desenhos virtuais, tendo em vista que o profissional também terá a possibilidade de criar os dentes ou objetos que serão produzidos posteriormente. Para fechar, é bom lembrar que ele também precisa de conhecimentos para a montagem dos dentes 3D. Embora as atividades não sejam grandes desafios, elas demandam um comprometimento dos envolvidos.

Sobre a possibilidade de terceirizar a aprendizagem, Hugo destaca a importância de o próprio profissional estar envolvido nesse processo. “Ele tem que entender o processo de produção para poder inclusive fazer o controle de qualidade e entender se está entregando o que foi solicitado para quem está prestando esse trabalho”, comenta.


3.

Invista em uma boa impressora

Quando o assunto é a escolha de uma impressora com tecnologia 3D, então é bom dar atenção para a resolução das máquinas. Assim como em outras negociações, é bom investigar um pouco melhor antes de fechar qualquer contrato.

Uma maneira eficiente de fazer isso é consultar pessoas ou clientes que já tenham adquirido as impressoras e o que acham dos resultados entregues. Somado a isso, questione sobre os treinamentos que a empresa oferece. Lembre-se de investigar também a questão do pós-venda, pois esse aspecto é determinante para uma boa compra e pode evitar muita dor de cabeça.


4.

Encontre bons fornecedores

Um bom fornecedor é determinante para quem quer proporcionar tratamentos de qualidade. Agora, você já parou para pensar sobre o que considerar nesse momento?

Hugo destaca alguns pontos importantes: “O principal é que as empresas estejam regulamentadas e registradas com licença. É importante também avaliar o quanto esses fornecedores colocam à prova os seus produtos, se eles têm relação com o estudo científico ou não e outras coisas desse tipo. Isso porque, se tem algum movimento nesse sentido, então o fornecedor oferece um know-how e um respaldo para quem for utilizar”, conta.


5.

Adquira os produtos e materiais necessários

A aquisição de produtos e materiais necessários também ajuda muito no desenvolvimento de qualquer tarefa. Um pintor, por exemplo, pode fazer seu trabalho com mais primazia se conta com bons pincéis, tintas e tela. O trabalho do dentista não é diferente. Por isso, não deixe de investir no que é necessário e fique de olho na qualidade.

A resina é um dos materiais mais importantes. “Se é um laboratório de prótese que quer entrar no sistema, por exemplo, ele provavelmente vai adquirir resinas para a produção de próteses provisórias e principalmente modelos que sejam calcináveis, que podem ser transformados em metal ou cerâmica através de um processo que já é rotina em laboratório de prótese”, comenta Hugo.

Além das resinas, os pigmentos são hoje outros produtos interessantes. Eles são usados para pigmentar, ou seja, conferir uma caracterização para os produtos e deixá-los mais estéticos. Ele foi lançado há pouco tempo para dar um brilho, um polimento com um líquido aplicado nas peças.

Outro aspecto relevante é a possibilidade que a tecnologia 3D traz no aperfeiçoamento das entregas. “Um dentista gasta tempo na produção e no acabamento. A boa notícia é que tem muita variedade de resina para diferentes aplicações e cada um pode montar o seu estoque de resinas e usar também desses recursos de pós-tratamento, acabamento, polimento com a aplicação simples e rápida de produtos para ser feito esse tipo de pós-tratamento”.


6.

Invista em um controle de qualidade

Para fechar, não poderíamos deixar de abordar a necessidade de um controle de qualidade. Ele é determinante para que o paciente tenha os resultados que espera e o dentista consiga oferecer um serviço de excelência.

Depois da aquisição dos materiais e produtos certos, então é importante realizar uma calibragem rotineira para averiguar se a performance acontece como o esperado. Os scanners, por exemplo, exigem esse cuidado de forma periódica. “Sem calibragem, a máquina não vai entregar um escaneamento fiel ou confiável. Toda semana o profissional tem que calibrar as máquinas senão ele não terá o resultado esperado”, destaca Hugo.

Em termos de manipulação e criação, é importante ainda investir em softwares específicos para a odontologia. Existem opções gratuitas que podem ser utilizadas em casos específicos e garantir a sobrevivência a longo prazo. Vale destacar também a necessidade de investimento em software de CAD dentário e na impressão 3D.

O profissional precisa se dedicar à calibragem e montagem. “O grande desafio da impressão é o profissional entender que 95% do processo depende de quem opera a montagem dos objetos no programa da impressora. Cada impressora tem um sistema próprio e é essa montagem que vai garantir ou não que a máquina entregue as peças adequadamente”, complementa Hugo.


Depois de ler este artigo e entender um pouco melhor como começar a usar a tecnologia 3D em sua clínica, não deixe de colocar essas dicas em prática. Você vai perceber que os resultados podem ser atingidos com mais facilidade se adotar esses cuidados.

Se você quer conhecer produtos de qualidade, entre em contato conosco agora mesmo! Temos um portfólio com materiais odontológicos de excelência para que você ofereça um ótimo serviço para seus pacientes.

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Fabrício Ogliari

Fabrício Ogliari

Diretor Yller Biomateriais
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